Grande Angular

Advogado afirma que deputados divulgaram informações falsas sobre propostas atribuídas a Flávio Bolsonaro e pede investigação da PGR

Felipe Salgado

07/10/2026 19:01

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Recém-eleito deputado federal, o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quarta-feira (7/10), contra os deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Na notícia-crime, Chiquini afirma que os dois atuaram de forma coordenada na divulgação de informações que considera falsas sobre a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

3 imagens

1 de 3

Canal criado por Janones
Reprodução/WhatsApp
2 de 3
Lula e André Janones
Reprodução/Redes sociais
3 de 3
Deputado Lindbergh Farias foi intimado a prestar explicações sobre denúncia de estupro contra vice de Flávio
KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Segundo Chiquini, Janones usou o perfil oficial no Instagram e canais do WhatsApp, como o “Exército do Lula”, criado pelo deputado e que ultrapassou 2 milhões de seguidores, para divulgar que Flávio Bolsonaro acabaria com o Bolsa Família e o salário mínimo, além de reduzir o valor das aposentadorias. A peça classifica as informações como falsas.
O advogado afirma que os grupos e canais de WhatsApp ligados a Janones reuniram mais de 1 milhão de pessoas. Segundo a peça, a estrutura teria ampliado a circulação das mensagens durante o período eleitoral.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular
Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular
Frequência de envio: Diário
Ver todas
Ver todas as newsletters
Em relação a Lindbergh, Chiquini afirma que o deputado utilizou veículos de imprensa, pronunciamentos e canais próprios para “validar, chancelar e repercutir” as alegações atribuídas a Janones.
Na notícia-crime, Chiquini aponta possíveis crimes eleitorais, entre eles a divulgação de fato sabidamente inverídico e a difamação eleitoral. Ele também pede que a PGR apure uma possível organização criminosa.
O advogado pede a preservação de publicações, vídeos, áudios e registros digitais. Também solicita dados das plataformas, a identificação de administradores de grupos de WhatsApp e uma perícia sobre o material.
Chiquini indica Flávio Bolsonaro como vítima e pede a oitiva dele, de um representante da Meta, de administradores dos grupos de transmissão e de um perito da Polícia Federal especializado em crimes cibernéticos.
Ao final, o advogado pede à PGR a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e a realização das diligências necessárias para apurar os fatos.

