A influenciadora digital Paula Simões Assisi, de 34 anos, foi presa sob suspeita de integrar um esquema de tráfico internacional de cocaína ligado à máfia italiana ’Ndrangheta.A prisão foi realizada em 17 de setembro, durante a Operação Eredità, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com autoridades da Itália.Segundo reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (11/10), Paula teria assumido parte das operações depois da prisão do marido, Patrick Assisi, em 2019. Leia também EntretenimentoA Margem do Rio e mais: os filmes vencedores do 28º Festival do Rio Grande AngularAto pró-Lula teve “situações de tensão”, diz SSP-DF Na MiraSuspeito de matar casal no DF fica preso após se apresentar em delegacia MundoNova York abre investigação após ICE balear imigrante em frente a criança Ela teria atuado ao lado do advogado Patrick Raasch Cardoso na organização de remessas de cocaína para a Europa.O marido de Paula e o sogro dela, Nicola Assisi, foram presos em 2019 e são apontados pelas autoridades como integrantes da ’Ndrangheta. De acordo com o Fantástico, pessoas próximas aos dois teriam mantido o esquema depois das prisões.A droga era enviada à Europa principalmente pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.Operação EreditàO Ministério Público Federal (MPF) confirma que a investigação identificou a continuidade do envio de cocaína do Brasil para a Europa mesmo depois das prisões de integrantes da máfia em 2019.Segundo o órgão, parentes do grupo criminoso teriam continuado as atividades e mantido uma estrutura para movimentar e ocultar recursos provenientes do tráfico internacional.A Operação Eredità cumpriu sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens e valores.A Polícia Federal relaciona a organização a pelo menos 11 apreensões de cocaína, que somaram mais de 4,6 toneladas.O MPF afirma ainda que a organização chegou a manter cerca de 2,2 toneladas de cocaína armazenadas no Brasil para exportação.As investigações são resultado de cooperação entre autoridades brasileiras e italianas, inclusive a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália.A defesa de Paula disse ao Fantástico que ela nega as acusações e ressaltou que nenhuma droga foi apreendida com a influenciadora.A defesa de Patrick Cardoso afirma que ele atuou dentro dos limites da advocacia e pediu a revogação da prisão preventiva.Os investigados podem responder, conforme a participação atribuída a cada um, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.








