A onda de protestos que levou mais de 500 mil pessoas às ruas na França no último final de semana afetou “ao menos 3 mil empresas”, segundo o ministro do Interior francês Sébastien Lecornu. O ministro anunciou nesta segunda-feira (19/10) que o governo francês irá disponibilizar um “fundo de apoio específico” para os comerciantes afetados por saques e quebradeira.“Decidimos implementar o regime de desemprego parcial já a partir de amanhã, e vamos fazê-lo imediatamente em 100%. Não está em questão que haja prejuízos sociais nesse caso”, disse.Com o regime de desemprego parcial, empresas poderão reduzir a jornada de trabalho dos funcionários com uma compensação do salário custeada pelo governo, para que não haja necessidade de demissões.Lecornu afirmou que o governo irá liberar um fundo de apoio específico para “todas essas empresas”, e que já “muitos varejistas que já haviam feito estoques, inclusive para o Natal”.Durante os protestos na França, foram registrados diversos saques e quebradeiras, inclusive em lojas de luxo. O balanço do governo francês dá conta que ao menos 2 mil pessoas foram presa, 600 policiais foram feridos e uma pessoa morreu no final de semana.5 imagensFechar modal.1 de 5Manifestação na França no último final de semanaFiras Abdullah/Anadolu via Getty Images2 de 5Protesto realizado no sábado (17/10) em Paris, FrançaGeorgios Kostomitsopoulos/NurPhoto via Getty Images3 de 5"Redução de preços, não de direitos", diz o cartaz em um protesto na FrançaRichard Bord/Getty Images4 de 5Protesto na França neste sábado (17/10)Muhammed Said Tako/Anadolu via Getty Images5 de 5Veículos foram incendiados em protesto na França no sábado (17/10)Reprodução/Redes Sociais Leia também MundoTrump diz que França deve fechar fronteiras e volta a culpar imigrantes MundoFrança impõe toque de recolher após protestos violentos em todo o país MundoFrança: ministro da Justiça admite falhas após fim de semana de violência Ilca Maria EstevãoLouis Vuitton, Dior e Hermès: luxo vira alvo de protestos na França As manifestações iniciaram há algumas semanas com o movimento estudantil francês, mas se espalharam para outros setores da sociedade insatisfeitos com o custo de vida e o governo.O ministro Sébastien Lecornu anunciou também que irá impor um “toque de recolher” em alguns locais do país a partir desta segunda.













