Em neurociência, a deriva representacional é descrita como um fenômeno característico pela mudança gradual na forma como o cérebro representa informações ao longo do tempo, mesmo quando a informação, incluindo a percepção ou comportamento associado, em si permanece constante. Esse fenômeno contrasta com a ideia de representações neurais estáveis, onde a mesma informação seria idealmente codificada por padrões consistentes de atividade neural. Representações neurais são os padrões de atividade dentro de redes de neurônios que interpretam as informações. Embora a estabilidade seja relevante para o reconhecimento e a recordação consistentes, a plasticidade inerente do cérebro e os processos contínuos de aprendizagem podem reslutar em modificações nessas representações. A deriva representacional aparece como mudanças graduais nos padrões de atividade neural associados a informações específicas. Ao longo do tempo, o mesmo estímulo ou conceito pode provocar um padrão diferente, embora potencialmente relacionado, de ativação neural. As causas subjacentes da deriva representacional ainda não são totalmente compreendidas, Uma teoria proeminente sugere que a aprendizagem contínua, mesmo sobre estímulos familiares, refina e atualiza continuamente as representações neurais. A plasticidade sináptica, o fortalecimento e enfraquecimento dinâmico das conexões entre neurônios, é outro fator provável, considerando que essas mudanças podem remodelar os circuitos neurais envolvidos na representação da informação. Além disso, o ruído inerente aos sistemas neurais, incluindo flutuações aleatórias na atividade neuronal, resulta em desempenhar um papel na condução da deriva.
Referências